Cruzeiros Atlântico

Locais de Visita

Monumentos a visitar ao longo do Rio Tejo.

O Santuario do Cristo Rei

É um dos ex-libris de Lisboa. A ideia da sua construção surgiu em Setembro de 1934, depois do Cardeal Cerejeira, Patriarca de Lisboa visitar o Monumento erguido a Cristo no alto do Corcovado, sobre o Rio de Janeiro. Quando chegou a Portugal teve a luminosa ideia de propor a ereção de Monumento semelhante em Lisboa. Foi, no entanto, a não participação de Portugal na II Guerra Mundial que precipitou a concretização da obra, na sequência de uma promessa, feita pelo episcopado, que se Portugal fosse poupado à hecatombe da guerra o monumento seria erigido.

No dia 18 de Dezembro de 1950 foi lançada a primeira pedra de Monumento e a 17 de Maio de 1959, Lisboa e Almada, bem como os seus arredores até grandes distâncias contemplaram pela primeira vez a Imagem do Sagrado Coração de Jesus.

O monumento foi inaugurado a 17 de Maio de 1959. A autoria é dos arquitetos António Lino e Francisco de Mello e Castro e dos mestres-escultores Francisco Franco e Leopoldo de Almeida.

O monumento está a 113 metros acima do nível do mar e oferece uma das mais bonitas vistas sobre a cidade de Lisboa.

A Ponte sobre o Tejo

A Ponte 25 de Abril, é uma ponte suspensa, com um comprimento total de cerca de 2.280 metros. É uma ponte rodo-ferroviária que liga a cidade de Lisboa à cidade de Almada, e atravessa o estuário do rio Tejo na parte final e mais estreita.

A grandeza e a imponência da Ponte 25 de Abril está expressa no facto de, à data da sua inauguração, ser a quinta maior ponte suspensa do mundo e a maior fora dos Estados Unidos da América.

Foi inaugurada em 1966 com o nome Ponte Salazar, mais tarde a ponte recebeu o atual nome em homenagem à “Revolução dos Cravos” de 25 de Abril de 1974.

Sendo particularmente procurada aos fins-de-semana, evite os congestionamentos, deixe o seu carro num parque de estacionamento e apanhe o comboio que passa na parte de baixo da ponte desde 1999, ou o barco no Cais do Sodré e saboreie a bonita vista na viagem para Cacilhas

Centro Cultural de Belém

Situado numa das zonas nobres da cosmopolita Lisboa, na Praça do Império, frente ao maravilhoso Mosteiro dos Jerónimos, o Centro Cultural de Belém é um equipamento arquitectónico dedicado à cultura, promovendo-a e desenvolvendo a criação e a difusão em todas as suas modalidades, funcionando também como um centro de conferências e reuniões profissionais ou grandes eventos.

Iniciado em 1988 e concluído em 1993, visava colmatar a necessidade de um espaço para acolher a presidência da união Europeia, e que ao mesmo tempo e posteriormente, albergasse o crescente leque de actividades culturais da capital e do País.

O projecto foi atribuído aos Arquitectos Vittorio Gregotti (Itália) e Manuel Salgado (Portugal), albergando de cinco módulos: Centro de Reuniões, Centro de Espectáculos, Centro de Exposições, Zona Hoteleira e Equipamento Complementar. Ocupa hoje uma área de construção de 97 mil metros quadrados, distribuída em seis hectares separados por duas ruas internas e unidos por um caminho pedonal que cria uma continuidade com a bonita Praça do Império.

A sua localização, que causou muita polémica aquando a sua projecção, visava assinalar o ponto de partida dos descobrimentos marítimos, que deram “novos mundos ao mundo”, abrindo portas a outras culturas, alargando todo o espaço cultural e artístico a nível mundial.

O Panteão Nacional

Situa-se na freguesia de São Vicente de Fora, na Igreja de Santa Engrácia. O actual edifício está no local onde já tinha sido erigida uma igreja em 1568, por ordem da Infanta D. Maria, filha de D. Manuel I, por ocasião da criação da antiga freguesia de Santa Engrácia.

O templo passou a ter a função de Panteão a partir de 1916. Entre as personagens ilustres que aí estão sepultadas, encontramos Amália Rodrigues, Marechal Humberto Delgado os restos mortais dos escritores Aquilino Ribeiro, João de Deus, Almeida Garrett, Guerra Junqueiro e os Presidentes da República portugueses Manuel de Arriaga, Teófilo Braga, Sidónio Pais e Óscar Carmona estão também aí sepultados.

São também evocados no Panteão Nacional, através de cenotáfios, as personalidades de Luís de Camões, Pedro Álvares Cabral, Afonso de Albuquerque, Nuno Álvares Pereira, Vasco da Gama e do Infante D. Henrique, ainda que os seus corpos aí não estejam presentes.

A Torre do Bugio

Uma das mais curiosas construções de defesa marítima, não só pelo local onde se encontra mas também pela sua arquitectura, o Bugio é uma verdadeira sentinela de vigia da entrada no estuário do Tejo. A primeira «fortificação» aqui erigida era pouco mais que uma base de madeira para algumas peças de artilharia. Só por volta de 1593, sob a direcção de Frei João Vicêncio Casale, se iniciou a construção da fortificação.

Para este trabalho foram construídas embarcações próprias destinadas ao transporte dos materiais de construção, especialmente pedra trabalhada na Feitoria, no local onde se situa hoje a Piscina Oceânica. A torre central tem um farol. Embora não se saiba bem quando foi instalado o farol, sabe-se sim que foi modernizado em 1836.

A Torre do Bugio constitui um excelente exemplo de fortaleza renascentista de planta redonda, tendo sido projectada por um arquitecto italiano a trabalhar em Portugal e, segundo Rafael Moreira, inspirada no Castelo Sant´Angelo de Roma.

A Torre integra uma capela com retábulo-mor em embrechados de mármore e paredes e tectos forrados a madeira. Muito recentemente esta construção esteve ameaçada, devido à erosão do mar sobre o seu suporte rochoso. A estrutura exposta à fúria das ondas sofreu vários danos, que ameaçaram todo o edifício.

A Torre de Belém

Foi construída em homenagem ao santo patrono de Lisboa, S. Vicente, no local onde se encontrava ancorada a Grande Nau, que cruzava fogo com a fortaleza de S. Sebastião.

Localizada na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém e inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme, a Torre de Belém é um dos maiores ex-libris de Portugal.


O arquitecto da obra foi Francisco de Arruda, que iniciou a construção em 1514 e a finalizou em 1520, ao que tudo indica sob a orientação de Boitaca. Como símbolo de prestígio real, a decoração ostenta a iconologia própria do Manuelino, conjugada com elementos naturalistas. O monumento reflecte ainda influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, tendo o primeiro baluarte para artilharia no país.

Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações.

Cacilhas

os vestígios de ocupação humana de Cacilhas remontam ao século VIII a. C., com escavações arqueológicas que atestam a existência de um povoado indígena da Idade do Bronze e, posteriormente, de um importante interposto comercial fenício. Desde longos anos que Cacilhas demonstra, pois, a sua faceta de importante ponto de comunicação, na margem do Rio Tejo.

Para além de uma bonita zona ribeirinha, que tem sofrido diversos trabalhos de melhoramento e reformulação, por forma a adaptar um espaço degradado num agradável espaço de lazer e melhor relação da cidade com o Rio, Cacilhas é igualmente dona de um interessante Património, como a Igreja de Nossa Senhora do Bom Sucesso (reconstruída em 1759), a estação arqueológica da Quinta do Amaraz que muito tem a dizer sobre a região, ou a Fábrica Romana de Salga de Cacilhas, provavelmente construída no século I d.C.